Virei “novenêro”… :D

•Março 18, 2008 • 2 Comentários

Fala Cambada, blza? :D

Seguinte, eu não falei ainda (ou muito pouco) sobre o rock brasileiro e tals… Mas essa semana escutei uma banda que realmente vale a pena ser falada aqui neste espaço. Conhecia de nome, e tinha ouvido um tributo que eles fizeram ao Raul Seixas. Mas nunca tinha escutado algo deles mesmo… e vou lhe dizer, o resultado foi/é primoroso.

Essa banda tem início como um Power-Trio (ah, sempre eles… ;)) e por isso veio a se chamar O Terço que pela explicação de Sérgio Hinds, guitarrista fundador da banda, “-foi escolhida como nome da banda porque é uma medida fracionária que corresponde a três ou a “terça parte de alguma coisa”, como num rosário”.

O Terço

Eles começaram em 1968 com essa formação misturando o que havia de mais moderno no momento em termos de rock n´roll: power-trio, psicodelia e misturas com música clássica.

Taí… formaram um dos primeiros grupos de rock progressivo do país. :) E vou falar a vcs que não deve em nada aos caras de fora da época, tanto os que flertavam com o prog mas não eram (Deep Purple, Captain Beyond) como os que eram (Pink Floyd, Yes).

O power-trio não durou muito tempo, mas o que interessa para a audição (pelo menos a que escutei e ando escutando durante essa semana) é a fase que com além de Hinds, Luiz Moreno (bateria), Sérgio Magrão (baixo) e Flávio Venturini (teclados e viola).

Recebi esse “presente” pelo nosso amigo Róbson, grande músico que trabalha com a gente fanático pela música brasileira de qualidade e que me passou uma coletânia contendo os álbuns Criaturas da Noite, 1975 e Casa Encantada, 1976. O som, tanto as qualidades da gravação e sonoridades dos caras impressionam para quem ainda não tinha ouvido. Temas, arranjos, riffs de guitarra, baixo pulsante, bateria precisa e virtuosa e vocais (sim, todos cantavam e o coral dos caras era fenomenal) espetaculares. A faixa 1974 é uma mistura de Roundabout com Interestellar Overdrive com suingadas… fantástica!

Raridade: 1974 – Ao vivo:

Em nada fica devendo a qquer banda comtemporânea deste mesmo estilo. Aliás, o Róbson me disse que ele acha essa a melhor banda de rock que o Brasil já teve (e olha, só escutei dois álbuns… tô afim de escutar o resto para ver qualé, mas a impressão é que são muito bons). E quem sou eu para dizer que não? Numa época em que as coisas por aqui eram feitas com bastante dificuldade, por todos os problemas e isolamento que passávamos, esses álbuns são de importância fundamental para o rock tupiniquim.

Alguns dos melhores músicos daqui, trabalharam fomentando de alguma maneira o grupo, ou como arranjadores, letristas ou até participações especiais em algumas músicas como: Sá & Guarabira, Márcio Borges e Murilo Antunes (que tbém era parceiro de Milton Nascimento e do pessoal do Clube da Esquina).

Mas claro, tudo que é bom dura pouco e eles com essa formação, acabaram em 1978. Magrão e Venturini vieram a formar outra banda o 14bis, de que ouvi falar bem tbém.

Só por isso, já vale a pena dar uma escutada. E sério, vcs não irão se arrepender é de muito bom gosto o som deles.

A parte triste do negócio é que depois de escutar, tentei ver se conseguia achar em algum local algum álbum a venda para poder adquirir e ter, até como uma raridade (acho que não tenho nenhum álbum nacional de rock em casa… (vergonha)). Mas não achei em local algum! Isso é um absurdo… temos tantas boas bandas desconhecidas (principalmente dessa época, antes anos 80) que são de ótima qualidade e não temos acesso porque nossas gravadoras estão mais interessadas em promoverem bundas e bocas de garrafa. Vou tentar ver em sebos se acho…

Eu sei que isso é utopia já que, como toda a música de qualidade no Brasil, não tem mais espaço em local algum… Bossa Nova, Jazz, Fusion, Samba-Rock, Rock e todas preteridas para os “outros” gêneros. Pena… já diria Tim Maia a música brasileira é uma das mais completas do mundo… só que o que o povo gosta mesmo é sacanagem, não só na música mas como em tudo… Opa, vou parar que isso não é o propósito do Blog.

Tomara que vcs encontrem outros “Róbsons” por aí para que passe o conhecimento adiante. Obrigado ao próprio e a vcs que leram!

Fui!

A pedidos… (bom, eu tô ganhando para isso…;))

•Março 10, 2008 • 4 Comentários

E aí Cambada, blza? :)

Então, meu último post causou celeuma… :D Bom, falar de Beatles, futebol e religião dá nisso mesmo. :)

Hoje irei falar de um tema mais leve, indicado por nosso grande (é, o cara é grande mesmo) Digão Hagrid “Bud Spencer” de Oliveira. :D Nosso amigo, grande fã das bandas de new-metal (desculpa, mas eu não conheço muita coisa desse estilo então, passo… ;)) tbém é fã de farofas de melhor qualidade.

Esses dias, ele me veio com alguns discos solos de integrantes de uma bandinha americana de cover dos Secos & Molhados! E não é que os discos (bão, eu escutei um) são bem bacanas. ;) Antes de ser atacado em praça pública, crucificado ou apedrejado pelo dito na frase acima, estou dizendo que gosto dessa banda. Não sou fã ardoroso (principalmente pelo toque Glam/Glitter que eles tem) mas, há de se destacar que foi/são uma das bandas de maior sucesso no rock mundial, o que na década de 70 convenhamos não era tarefa fácil.

Essa banda é o KISS. E os dois principais personagens desse post são Paul Stanley, inconfundível voz do grupo e Ace Frehley o ex-guitarrista fritador da banda. Lógico, se é para falar do Kiss iremos falar tbém de seu fundador, dono, manda-chuva e mala-sem-alça Gene Simmons.

Kiss

Sobre a suposta calúnia que vcs estão imaginando que eu disse a dois parágrafos, ocorreu que na época que o Secos & Molhados estavam fazendo sucesso estrondoso no Brasil os americanos estavam procurando alguma coisa para fazer a respeito em resposta ao que os britânicos estavam começando a fazer. Algo mais teatralizado, juntamente com o rock “déjà connu”. Lá eles tinham o David Bowie (com o Spiders from Mars) e Elton John como “ícones” dessa nova onda.

Nos States, começou com o Alice Cooper mas eles queriam algo mais teatral, pirotécnico e jamais visto em um show de rock. O mito diz que queriam levar Ney Matogrosso e sua trupe para lá, mas que deu zica e tals e não rolou. O negócio é que um cara espertíssimo, que queria ganhar uma grana, mas do que tocar em uma banda de rock ou que queria ser respeitado como músico, deu ouvidos a isso e criou o Kiss. O nome desse cara é Gene Simmons.

Não é gênio musical, mas é uma máquina de ganhar dinheiro (como foi provado, durante essa época). Os shows da banda eram espetaculares. Foguetes saindo de trás do palco, luzes, groselha cuspida parecendo sangue, integrantes mascarados com um “tema” diferente… o quê? Integrantes mascarados? Taí, viu donde saiu a inspiração? :D

Bom, já falei demais do Kiss… Vamos falar dos seus ex-integrantes. Primeiro o Frehley. Esse ótimo guitarrista, pai dos melhores riffs do Kiss, foi simplesmente escurraçado da banda. Simmons, como chefe, mandou ele embora pois o cara era um farinheiro (isso mesmo, o cara era um drogadaço que além de beber, tbém cheirava e fumava tudo que encontrava).

Apesar de ter um grande talento, o esquema com as drogas afetaram demais a carreira desse cara (bom, alguns dos grandes talentos do rock, infelizmente sucumbem ao vício). No auge da carreira, foi mandado embora da maior banda (na época, e em vendagem) do rock. Depois disso ele trampou com o Grand Funk Railroad (bizarro, né? :)) na época em que eles fizeram uma turnê de reunião no começo dos anos 2000.

Pessoal, na verdade isso quem fez foi o Bruce Kulick, o outro guitarra do Kiss. Valeu ao Digo por me avisar!

Agora lançou um álbum solo que dizem muito bom, com influências de ZZ Top. Bom, tomara que ele bote a cabeça no lugar porque ainda dá tempo de fazer algo descente com a carreira, pois talento ele tem.

Já Mr. Stanley, esse sim o grande músico do Kiss, e que nunca parou de fazer músicas mesmo quando o Kiss parava por pitís do Simmons. A voz inconfundível da banda, sempre esteve envolvida com os seus próprios projetos. Nunca havia escutado algum disco solo dele, mas esse último de 2006, Live to Win que o nosso colega passou é realmente um trabalho bacana, honesto e gostoso de se escutar.

Menos mal que o mala do Simmons não vai encher o saco dele. :) Cara, quando o baixista é o dono da banda o cara vira uma mala… :D

Falando sério agora, eu gostei. Se fosse vcs, escutava.

Para matar a saudade, Detroit Rock City do Kiss:

É isso aí galera! :) Fiz a minha parte agora vão lá e escutem! Ah! Só para dizer sobre o título, um certo amigo Paraguaio esta me devendo uma Chipa. ;)

Espero que tenham gostado! Abraços!

Porquê?

•Março 3, 2008 • 7 Comentários

Fala Galera,

Duas semanas de inatividade… pois é, as duas últimas semanas foram bastante atribuladas e não tive tempo de escrever nada. Mas, como diria o time que está perdendo no campeonato (o meu, por exemplo esse ano é só vexame) vamos correr atrás do prejuízo (ou seria do lucro? tem algumas expressões em português que são bizarras). :)

Esse post é em homenagem aos meus colegas de café da tarde na empresa, Japa, Espiga e Marcelo… (tá o Papagaio tbém, mas hoje ele não tava lá então… :)). Estávamos para variar discutindo (no bom sentido, obviamente) sobre música, quando começamos a falar sobre as qualidades dos músicos e tals… Daí que o Japa, falou sobre o Ringo Star. Na verdade, falamos sobre os músicos (falamos de uma carrada, não só bateristas… os naipes dos caras: Geddy Lee, John Bonham, John Paul Jones, Jimmy Page, Robert Plant, Paul McCartney… e por aí vai.

Ringo Comanda!

O problema é que ele falou mal do Ringo! Pronto, abriu-se a discussão sobre isso… o problema é que estava um baterista e um baixista (esse que vos escreve) que tem muito apreço pelo Sr. Baquetas da trupe de Liverpool. Digamos que eu acho o Ringo indispensável para o som que o Beatles formou. E digo mais sem Ringo, necas de Beatles existir.

O problema disso é que criou-se um mito de que o Ringo era somente um tocador de tambores e que os três gênios eram realmente a força-motriz da melhor banda de música que já se viu na face dessa terra e yada-yada-yada… Pura balela e coisa de gente que quer ver (queria) o circo pegar fogo.

Não estou discutindo o que o Japa falou (que na verdade, como o conheço só sei que ele fez isso para a gente ter o que discutir no café) mas a mídia difundiu muito essa idéia (até hoje ainda falam nisso).

O Ringo é o cara… aliás, os Beatles duraram mais tempo por causa dele…Como? Simples. De tanto encherem o saco dele, nos idos dos anos sessenta não sei bem em qual época, mas é fato, ele pediu o boné do grupo. Estava cansado de ser menosprezado e tals… Acontece que o Macca, depois de uns dias de retiro e percebendo que o homem não voltava, teve que ir pedir a ele e jurar que eles nunca mais deixariam ele ser menosprezado para voltar a banda pois sem ele o Beatles não tinha futuro.

Sábio Macca, sábio Ringo… reuniram-se e foram/são felizes para todo o sempre. Fora isso (ele era a coesão do time) ele tem técnica… o que falar da batera de Come Together? Façam o favor, não digam mais que o Ringo é ruim pois ele não merece… ele SÓ era baterista da maior banda de música do mundo… Ah! Eu já disse isso, né? Pois isso eu não me canso de dizer repetidas vezes e o quanto for necessário. :D

Escutem e julguem:

É isso galera, espero que tenham gostado e que tenha valido a pena ler. Esperamos voltar com a rotina semanal de posts, ok? :)

Abraços!