Power Trios! Porque eles são os melhores… :) – Parte IV

Fala Galera! :D

Como passaram de fim de ano? Tudo bem? Bom, espero que sim… ;) O ano acabou mas a nossa série de posts ainda não. Portanto, iremos continuar com a saga fabulosa de mais um Power Trio espetacular.

Eles são talvez, o mais completo Trio musicalmente falando, se comparado a todos os outros e tbém em relação ao próximo. Como de praxe, músicos espetaculares fazem parte dele. Todos eles com aspectos diferentes e que se encaixam como um quebra-cabeças harmonioso.

Outra novidade é que não houve, em nenhum momento, rusgas e brigas entre esses caras o que é impressionante. Talvez seja porque, como disse acima, cada um tem o seu papel bem definido e muito bem resolvido dentro da banda.

A história deles, começa mais ou menos assim… em 1969 o fundador desse Trio (o guitarrista da banda) convoca dois camaradas para formar uma banda baseada no que havia de melhor na época, isto é The Who, Cream, Led Zeppelin

Logo depois, convida um amigo seu da escola, para entrar no lugar vago pelo baixista que estava saindo da banda. A partir desse momento, os caras começam a ralar muito (e imaginem, nessa época para bandas de rock vc teria que suar muito a camisa para um lugar ao sol). Com isso, se passam 5 anos e em 1974 eles definem e gravam o primeiro álbum deles, que tem como título o nome da banda que é uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Ah! Ainda não disse o nome deles, né?

2o. -> Rush: Geddy Lee (baixo e vocal), Alex Lifeson (guitarra e vocal) e Neil Peart (bateria). Tá certo que eles começaram com outro baterista no álbum inicial deles um tal de John Rutsey, que apesar de ser bom baterista (pelo que se pode ouvir no disco), não quis excursionar com a banda, talvez achando que eles não tinham futuro. Ledo engano, meu caro John. :)

Rush

Para a nossa sorte, Peart o substituiu não só a sua altura como se tornou o principal baterista do rock, após a morte de John Bonham, além de letrista da banda, mudando de a característica Hard Rock da banda para algo mais Progressivo, mas não menos pesado. Uma coisa que só eles sabem fazer. Mas antes disso, vamos falar da saga desses Canadenses (Canadá est mon pays! – Comment dirait mon ami Japonais. ;)) para lançar seu primeiro álbum.

Estava dizendo que eles demoraram 5 anos para lançar seu primeiro álbum (Tosqueros! Ainda temos esperanças… ;)). Mas porquê? Bom, houveram muitas mudanças de fóco, de integrantes, mas sempre mantendo a “espinha dorsal” que eram Lifeson e Lee e outros empecilhos.

O que importa é que os caras mandaram bem já no álbum de estréia, chamado de Rush simplesmente. Ótimo Hard Rock como se pedia na época. Confidenciado anos após por Geddy Lee, eles queriam ser parecidos com o Led. Alguns amigos meus que escutaram eles pela primeira vez, começando por esse disco, disseram que eles eram Cover do Zeppelin. :) Bom, se tomarmos só o primeiro disco talvez isso seja apropriado, pois na época, banda que se prezava tinha que copiar os caras mesmo. Mas isso mudou radicalmente com o advento do “The Professor” (apelido do Peart).

Agora, me diga como eles conseguiram ser escutados nesse turbilhão de gente boa? Eles tiveram muita sorte. :) Uma radialista americana de Cleveland escutou o álbum deles e adorou a música Working Man e a colocou em seu set-list quase que diariamente. Daí o resto é história, primeira turnê americana e contrato com a Mercury Records, Peart na área melhorando suas letras e trazendo a banda para o lado Progressivo do rock e transformando-a na quinta colocada em álbuns de platina da história do rock. Só perdem para Beatles, Stones, Kiss e Aerosmith. Tá bom, não acham? :D

Já no segundo álbum, Fly by Night de 1975, já com a ajuda de Peart com algumas letras as coisas já estavam começando a ser feitas para que o Progressivo das letras de Peart tivessem vez no som da banda. O que aconteceu de vez em Caress of Steel de 1976. Esse disco (que por obra do destino, foi o primeiro do Rush que ouvi de cabo-a-rabo) foi a porta de entrada da banda para esse universo quase que místico que o Floyd “criou” (há controvérsias… ;)) ou que melhor definiu esse estilo e que várias bandas da época estavam entrando.

A banda brigou com a própria gravadora (que queria os comerciais de sempre), mas bateu o pé e fez um disco que a época foi meio que criticado pela imprensa e pelos próprios fãs, mas que hoje tem clara importância para a história da banda. Depois, com o álbum de maior sucesso deles 2112 de 1976 conseguiram fincar os pés aí até os anos 80. No decorrer desse período Lee e Peart foram acumulando o prestígio de ótimos músicos com vários prêmios e Lifeson de ser o cara certo para o trabalho.

Até o Moving Pictures de 1981 eles mantiveram o som pesado em conjunto com o progressivo, já usando alguns sintetizadores e sons eletrônicos mas ainda não mudando o cerne da banda que eram os três principais instrumentos da banda: Baixo, Bateria e Guitarra.

A partir de Signals de 1982 a banda passou a fazer um rock mais comercial, parecido com o que as bandas da época estavam fazendo… isto é, muito teclado e pouca guitarra. Creio que nessa época, se uma pessoa era para ficar fula da vida seria o Lifeson. Mas a banda tbém passou por essa fase de forma traqüila como todas as outras bandas que aderiram a isso.

Depois, voltaram ao “normal” nos álbuns Presto e Roll the Bones. Eu ainda não escutei o Presto mas Roll the Bones é um dos meus favoritos (o meu favorito é Caress of Steel por razões óbvias… vcs sabem, a primeira ouvida a gente nunca esquece… ;)). É um ótimo álbum, bem leve se comparado a outros do Rush de antes e depois mas com ótimos melodias e letras inspiradas. Tudo parecia ótimo até 1997 quando aconteceram algumas tragédias na vida de Peart. Sua mulher morreu de câncer e sua filha morreu em um acidente de carro, isso num espaço de menos de um ano.

Com isso ele pediu uma “licença” do Rush, por tempo intederminado o que causou calafrio nos fãs que pensaram que a banda não iria mais voltar. Depois de 5 anos, e com todos os cacos novamente grudados Peart convoca os dois e diz: “Hey rapazes! Estou pronto para outra… vamos nessa?”. Os outros, logicamente caíram dentro (nesse hiato, há de se ressaltar que Lee e Lifeson fizeram algo pela própria carreira solo).

Então, temos o retorno triunfante com Vapor Trails de 2002. Um disco que, se comparado a todos feitos na década de 80 e 90 é um dos mais pesados já feitos por eles. Ótimo trabalho do trio, acho que mostrando como deveria estar os sentimentos a época em que o Peart fez as letras. Fizeram uma extensa turnê e vieram ao Brasil pela primeira vez (só para constar, o maior show da história do Rush foi em São Paulo para 60000 pessoas).

Além disso, gravaram o primeiro DVD ao vivo deles, o Rush in Rio que tem quase 3 horas de pura pancadaria e ótimas performances deles. Recomendo! :D

Para que vcs tenham um “preview”, YYZ do show deles no Rio:

Em 2004, comemorando seu 30 anos, eles lançaram o álbum Feedback só com Covers (e que covers! :)) para mostrar de onde tiraram suas influências e uma turnê só com os clássicos deles que se chamou R30 (virou DVD tbém) que tem umas das melhores aberturas de shows que eu já via na vida… Simplesmente eles pegaram todas as primeiras músicas de seus discos e fizeram um “medley” instrumental delas. Animal!

E agora, nesse ano, ops ano passado lançaram o ótimo Snakes and Arrows que é um pouco mais leve que o Vapor Trails mas com a pancada sonora que só esses 3 caras conseguem fazer. Admito que faz pouco tempo que escuto esses caras, se comparado a outras bandas, mas que logo de cara virei fãzaço deles… tomara que não demorem a vir no Brasil de novo para eu poder ir ver esses “véinhos” destruindo tudo. :D

É isso pessoal, espero que tenham gostado. :) Muito mais extendo que o último post, né… Vcs sabem ano novo, vida nova, vai ver é isso… ;)

Um abraço a todos e até o próximo e último post da nossa mini-série. See ya! :D

~ por Kleber em Janeiro 2, 2008.

4 Respostas to “Power Trios! Porque eles são os melhores… :) – Parte IV”

  1. Rush é muuito bom…
    Os caras mandam mto bem…

    Eu não conhecia a história deles…muito legal…
    Post mto interessante…parabéns…
    Beijosss

  2. Po, voce deveria dar uma atenção assim para os Stones ou para o Kiss… os cara são violentos!
    Mas Rush merece respeito, mesmo que tenham começado fazendo cover do Led.
    O último post da série vai sobre Hanson?
    Fala do Slayer!

  3. Rush. Rush. Realmente, o Geddy Lee parece o Russo do programa do Chacrinha, mas de cabelo comprido. Como dizia o Chaves, o que ele tem de feio ele tem de feio… Mas toca bem, isso eu tenho que admitir. O Lifeson não é lá um Jimmy Page, mas tóca muito mais que eu também (ah é? sério mesmo?)

    É isso aí! Termina essa porcaria de maneira decente!!!

    Falou ae.

  4. [...] uma visão mais musical sobre essa e outras grandes bandas, dê uma olhada no artigo escrito pelo Kleber no Blog [...]

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