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O príncipe das trevas… ou o que ele parece ter sido um dia.
•Abril 3, 2008 • 6 ComentáriosHail Cambada,
Fiz uma propaganda do post hoje pra galera, e com o título eles já devem ter matado! Claro, que com o acontecimento de Ozzy Osbourne vindo ao Brasil nesse fim de semana, iria escrever alguns causos desse que é um dos responsáveis pela criação do Heavy Metal.
John Michael Osbourne, nascido em Birmingham, Inglaterra era um dos numerosos filhos de operários que após a segunda guerra perderam seus empregos nas fábricas da cidade. Portanto, de vida humilde e para variar já meio problemático no início da sua vida, Ozzy já era conhecido em tenra idade como um arruaceiro em sua vizinhança.
A única coisa que fazia com que ele “relaxasse” da vida de quebradeiras, bebedeiras e outras coisas (ele é disléxico, então na escola tbém só tomava bomba) eram os álbuns dos Beatles rolando na vitrola de sua mãe. Diz ele que “se os Beatles não existissem não exisitira o Black Sabbath e não existiria o Ozzy…”. Bom, imaginem esse cara sebento querendo ser, na época, um “bom moço” como eram conhecidos (antes da fazer psicodélica) os quatro de Liverpool.
Mas ele tinha razão. Sem eles, muita coisa não apareceria… e com esse sonho, Ozzy foi tentando encontrar uma coisa na vida em que realmente valesse a pena. Conseguiu. Em 1968, ele tocava com outro futuro membro do Sabbath, o baixista Geezer Butler em uma banda chamada Rare Bleed.
Encontrou um outro ex-colega de escola, chamado Tommy Iommi que já era um prolixo guitarrista na época e mais o futuro baterista e arreganhador de peles de bateria, Bill Ward.
Com eles, Ozzy ganhou a fama que tanto queria, o dinheiro as mulheres e muitas outras coisas, como todos os vícios que uma pessoa possa acumular em uma vida. Mas, logicamente ele “só” passou 10 anos na banda (na sua primeira e verdadeira parte). E como ele ganhou tudo isso?
Vejamos: 1-) A qualidade musical dos integrantes foi preponderante para isso. Tommy que é um dos maiores guitarristas da face da terra (e isso sem duas falanges!!!!), Ward um arreganhador de baterias comparável ao Grão-Mestre Bonham, Geezer com suas letras medonhas e bizarras (e muito do sucesso da banda esta nesse choque que eles deram ao público na época) e Ozzy com sua voz peculiaríssima que casou inteiramente com a banda.
2-) O já dito choque que eles deram a sociedade musical da época. Ninguém tinha coragem de falar de coisas sobrenaturais nessa época. Lógico, já tinham coisas parecidas mas nunca tão explícitas como o que eles fizeram.
3-) Fazem parte da santíssima trindade do rock: Led, Purple e Sabbath, amén! :D
4-) Fizeram/fazem muito sucesso no lugar onde ainda interessa ter sucesso. A sociedade mais puritana e bizarra do mundo. Os EUA.
5-) Os dois primeiros álbuns deles são obras-primas do rock n´ roll: Black Sabbath e Paranoid.
Tá bom, para começar certo? :) Creio que todos os álbuns da primeira fase do Ozzy na banda tem pelo menos alguma música ou riff que vcs conheçam, mas com certeza Paranoid, o álbum e a música, é o que tem mais clássicos reunidos mostrando o quanto eles eram inventivos e, por incrível que isso possa parecer, politizados para a época.
Leia a letra de War Pigs e vcs entenderão do que eu estou falando. Após esse álbum, já começaram as farpas entre o dono (Tommy) e o vocalista (Ozzy)… bom, não seria nenhuma novidade, certo? Seria… mas o Tommy começou a pegar tanto no pé do Ozzy que deu no que deu (e olha que ele até que agüentou bastante). Em 1978, no Never Say Die, outro álbum espetacular deles (e meu primeiro… :)) já davam mostras de que Ozzy iria carpir o gato… gravou o álbum, fez alguns shows (não rolou a turnê inteira) e saiu fora.
Contribuíram para a última gota: Tommy querendo levar a banda para um lado mais progressivo e jazzy (coisa que ele sempre gostou) e Ozzy com o ovo cheio disso e atolado nas drogas (Adendo: Duas músicas do Sabbath são odes a elas: Snowblind e Sweet Leaf).
O show tem que continuar, então a partir dali ele foi para a carreira solo. E que carreira! Ou seriam, carreiras… ;) Bem, vcs entenderam… :D O negócio é que ele juntamente com a filha do empresário do Sabbath, que seria a empresária da sua carreira solo e esposa Sharon Osbourne criaram a Ozzy Osbourne Band com um timaço a altura do Sabbath para acompanhá-lo nessa nova empreitada.
Lee Kerslake baterista (ex Uriah Heep), baixista e escriba de músicas Bob Daisley (ex Rainbow) e o “cara” Randy Rhoads (ex Quiet Riot). Daí fizeram o melhor álbum do Ozzy até o início dos anos 90 (na minha opinião) que é o Blizzard of Ozz. Tudo estava indo muito bem, ele lançou um segundo álbum chamado Diary of a Madman, eles em turnê até que acontece uma terrível tragédia.
Rhoads morre em um acidente de avião em Março de 1982. Turnê interrompida por um bom tempo. Quando volta, chamam Brad Gills para assumir as seis cordas. Mas, creio eu o troço nunca mais foi o mesmo sem Rhoads. Até um certo Louco aparecer na frente de Ozzy. Achou o cara em um posto de gasolina em Nova Jérsei. O nome da figura: Zakk Wylde. Ele que tbém virá e tocará com a sua banda a Black Label Society.
Fã de Rhoads e Billy Gibbons guitarrista do ZZ Top, deixou Ozzy doido quando foi o único que não tentou copiar Rhoads (apesar de fã) na audição que ele fez para arranjar um novo guitarrista. E, de novo, o cara deu certo. E como! Já com Randy Castillo na batera, Daisley no baixo e ele na guita em 1988 lança No Rest For The Wicked. Com a volta do rock n´roll no final dos anos 80 e início dos anos 90, Ozzy lança o que para mim o melhor álbum solo do Ozzy que é o No More Tears.
Ótimo trabalho dos músicos, letras pegadoras e qualidade primorosa na gravação. E outra: fez sucesso na geração MTV que era a grande sensação do momento: os videoclipes.
Dêem uma olhada em Mr. Tinkertrain, arregaçadora:
Ozzy lançou Ozzmosis em 1997, mas já antes dava indícios de estar com alguns problemas de saúde que impediram ele de fazer mais álbuns e de tocar mais. Apesar disso, fez uma reunião com o Sabbath após 20 anos e ainda toca no seu Ozzfest uma vez por ano.
E ele estará aqui no sábado. Eu não vou… tô guardando dinheiro para o Rush. Pena… Mas, não dá para vencer todas…
Quem for, boa viagem e ótimo show. Quem não for como eu, faça vc uma homenagem e escute algum álbum do Sabbath ou dele para ver o quanto esse cara é importante para a história do rock n´ roll. Apesar de ser um porra-louca total… E olha que eu nem escrevi sobre os mitos dele, hein? :D
Isso é história para mais alguns posts! :D Abraços a todos e até!
Tá feia a coisa…
•Março 26, 2008 • 2 ComentáriosFala Galera,
Essa semana tá feia de eu arranjar algum assunto para colocar em pauta. Acho que, deve ser porque não tive muito tempo de escutar muita coisa nela, já que a semana esta corrida.
Mas dane-se…. vamos improvisar. :D Vou falar de uma banda aqui que rivalizou com os Beatles como a mais “queridinha” tanto de público como de mídia especializada nos anos 60.
Vocês devem estar pensando: “- Bah! Vai falar dos Rolling Stones de novo! :P”. Nada disso… por incrível que pareça essa banda não é da Swinging London e sim da ensolarada, paradisíaca e lugar de loiras estonteantes chamada Califórnia! Essa banda tem e muito influência na música contemporânea e principalmente à época no que os Beatles faziam, até servindo como parâmetro de qualidade para elas…
Como assim? Bom, tentarei explicar isso suncitamente falando de uma das bandas clássicas dos EUA, que juntou alguns “preibóizinhos” surfistas que moravam perto das praias mais conhecidas daquelas bandas. Essa banda, se vcs ainda não “pegaram” são os Beach Boys.
Irei falar especificamente de seu álbum clássico: Pet Sounds, 1966. Brian Wilson, mentor, fundador, arranjador, compositor, vocalista, baixista, doidão e super-ego de plantão, já começando a pirar com muitas drogas e remédios que ele tomava, fora o seu ego já citado, foi a mente por trás dessa obra-prima da música, listada por ninguém menos que Paul McCartney como um dos álbuns mais marcantes da sua vida.
Músicas como God Only Knows, Wouldn´t It Be Nice e Good Vibrations, transformaram a música quase que ingênua dessa trupe de surfistas para uma das coisas mais belas que alguém já fez na música. A forma como ele foi gravado, misturando muitas harmonias vocais, marca registrada da banda, juntamente com as instrumentações sofisticadas foram um grande avanço da música popular. Brian, disse que sua inspiração era na verdade Rubber Soul dos Beatles.
Em Good Vibrations, para vcs terem uma idéia ele utilizou (pois, na verdade o álbum foi feito praticamente só por ele): bateria, orgão, piano, tack piano, dois baixos, guitarras, theremin elétrico, gaita-harmonica e violoncelo! Isso tudo, antes dos Beatles fazerem das suas…
Dêem uma olhada em uma apresentação para a TV Americana:
Sobre Rubber Soul, diz ele até hoje, que aquilo foi a melhor obra que ele já escutou… na verdade como todo bom americano que se preze, a “inspiração” dele era muito competitiva (e seu ego, novamente) queria que o que ele fez fosse melhor do que o que os Beatles fizeram… Depois os ingleses fizeram um tal de Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, que dizem, ser um dos motivos para a piração completa de Brian após ter ouvido isso.
Ele só veio a se recuperar quase 30 anos depois, quando lançou a obra Smile que deveria ser lançada no final da década de 60 com os próprios Beach Boys (que continuam na ativa até hoje, sem o Brian e sem a qualidade das músicas tbém). Isso é outra história… ;)
Rápido e rasteiro, galera! Mas, vcs tem que escutar! :D
Abraços e até a próxima!


